Desde que me conheço por gente, sempre estive colecionando algo: álbum de figurinhas, papel de carta, chaveiros, calendários de bolso, marcadores de livros, cartões postais, selos, rochas, fichas de animais do chocolate Surpresa, tampinhas de refrigerantes (alguém se lembra daquelas tampinhas comemorativas ao filme Batman – O Retorno?, pois é, ainda hoje eu as guardo), cards, cartazes, quadrinhos, dvds…
Algumas dessas coleções eu tive que abrir mão, outras ainda mantenho (seja comprando regularmente ou através de doações esporádicas de amigos) e, claro, novas coleções começaram a ser feitas, como as de miniaturas, estátuas e action figures de personagens dos quadrinhos, do cinema e da TV.
Comprar action figures e estátuas era quase impossível até algum tempo atrás, pois os valores das mesmas eram um empecilho para o meu bolso. Estabeleci uma relação platônica por elas, contentando-me em observá-las nas vitrines das lojas, na tela do PC ou na mesa do apresentador Otávio Mesquita.
Só me aventurei a dar um primeiro passo, materializando meu desejo, quando vislumbrei a oportunidade de adquirir algumas action figures dos personagens da série de TV Battlestar Galactica, por volta de 2008, quando a mesma entrava em sua quarta e última temporada (dividida em 4.1 e 4.5, devido à greve dos roteiristas norte-americanos).
Como meu irmão estava nos Estados Unidos, e podia me trazer algumas dessas action figures, fui atrás de lojas virtuais que tivessem preços promocionais. De lá pra cá, venho comprando aos poucos e, mesmo ainda não tendo todos os meus personagens favoritos (faltam Bill Adama, Tigh, cylons), é uma coleção que muito me fascina.
Também tenho estátuas de miniaturas em PVC (com personagens dos quadrinhos The Spirit e The Umbrella Academy), miniaturas de bustos e naves de Star Wars, uma action figure pequena do personagem Dexter Morgan, da série de TV Dexter, os deuses e meio-irmãos Thor e Loki, e recentemente fiz a assinatura das estátuas em miniatura (e numeradas) de heróis da Marvel, via Panini, e encomendei a meu irmão action figures dos personagens de Watchmen.
Estou de olho nas Barbies especiais e nas estátuas realistas (e com cenários) dos filmes do Indiana Jones, embora sejam itens ainda muito salgados pra mim.
Porém, o que me motivou a escrever essa crônica não foi listar minha nova e pequena coleção, e sim a descoberta de não ter vocação para ser uma colecionadora profissional.
Percebi isso ao visitar uma belíssima exposição de Barbies e Kens em um shopping daqui de Natal. Uma baita coleção, de encher os olhos de qualquer um, quer curtam a famosa boneca ou não.
Conversando com uma das responsáveis pela supervisão da exposição, soube que todas aquelas peças eram propriedade de um colecionador paulista, e que o item mais caro era a Barbie n.1, fabricada na década de 1960, a qual custou ao colecionador a bagatela de 25 mil reais.
Supus que esse colecionador deveria ser um grande empresário ou um herdeiro multimilionário, que não para de investir em sua coleção porque arrumou uma maneira da mesma também lhe render dividendos. Ele “aluga” as Barbies em exposições para diversos shopping centers brasileiros.
Uma ideia bacana, mas certamente distante de minha realidade. Primeiro porque não teria como bancar uma coleção tão cara, segundo porque (mesmo com seguro) não me sentiria segura em ver meus “bonequinhos” indo de um canto para o outro, sendo manipulados por mãos que não fossem as minhas.
Poderia até expor localmente minha coleção, caso me convidem, mas teria que montar e supervisionar a exposição eu mesma.
Minha sina é ser colecionadora pobre e ciumenta, investindo uns poucos trocados em meus hobbies.
















Adorei seu texto Milena, principalmente pela temática. Seu drama é o mesmo que o meu e de muitas outras pessoas que coleciona alguma coisa com amor. É muito frustrante quando queremos possuir um objeto para coleção e não dispomos no momento o valor que nos é cobrado. Mas também concordo que os objetos podem render alguma grana em exposições, mas ao mesmo tempo sentimos um apego tão emocional que não teríamos a coragem de deixálos lá aos olhos de todos. Um outro fato que me entristece também é quando a nossa família não nos entende e fica sempre dizendo e repetindo que só gastamos dinheiro em coisas inúteis.
Obrigada, Fernanda. Colecionar, o que quer que seja, envolve dedicação e um certo investimento. Quem não compartilha o amor pelo(s) objeto(s) colecionado(s) acredita que se trata de um passatempo fútil. Mas, mesmo assim, a gente segue com nossas memorabilias, HQs, filmes…
Ola Milena, estava navegando e vi esse seu post. Sou colecionador também e o drama é sempre o mesmo. Falta $$, espaço e companhia para compartilharmos nosso hobby. Mas sigo em frente. As coleções são minha válvula de escape da correria do dia a dia. É o momento em que paro e esqueço do mundo. Muito legal as tampinhas do Batman. Elas que chamaram minha atenção. Minha principal coleção é a de tampinhas. Coleciono desde 1985 mas fiquei um tempo parado. Estou reformulando meu site para colocar minhas coleções e informações e se permitir colocarei a sua foto das tampinhas do batman por lá, com o devido crédito, é claro! Ahhh…e se um dia pensar em se desfazer delas entre em contato :O)
Oi, Nelson! Eu dei uma olhada no seu site e, caramba, você tem uma baita coleção.
As únicas tampinhas que tenho são essas do Batman mesmo. Como tenho repetidas, posso enviar algumas pra sua coleção. E fique à vontade pra postar a foto das minhas tampinhas.
Oi Milena,
Parabéns pela sua coleção e cronica.
Eu comecei a colecionar miniaturas de PVC em 1995, dois anos depois do nascimento do meu primeiro filho. Comprava na época VHS de filmes da Disney e comprava as figuras do tema também. Sei das dificuldades, eu mesmo já fui várias vezes nos EU e não era fácil encontrar as miniaturas. Já tenho mais de 4 mil miniaturas, a maioria da Disney, Pixar, Histórias em Quadrinhos e desenhos animados. Procuro figuras sem articulações, em torno de 2 polegadas, tendo figuras maiores, quando o tema envolvem personagens com seres humanos (7″) e monstros ou gigantes.
Creio que não precisamos ser profissionais, creio que o maior valor é a paixão. Eu sonho em partilhar a minha coleção em exposições, sem interesse financeiro. Um dia queria montar um onibus de exposição itinerante, que pudesse ir a lugares carentes e longíquas do Brasil, acompanhados de dois vans com doces, pipocas e refrigerantes. No onibus teríamos telas de tv’s gigantes, formando um cineminha para que as crianças pudessem assitir aos desenhos e filmes animados e depois no final elas poderiam ver as miniaturas em exposição dentro do onibus.
Pois creio que através de coleções podemos mostrar o que é belo e assim inspirar as pessoas, despertando o lado bonito do ser humano…
Continue a sua coleção e quem sabe podemos sempre estar em contato e você e os demais colecionadores possam me ajudar neste meu sonho social…
Forte abraço, Andy Pudja
Oi, Andy!
Legal sua coleção Disney/Pixar (você teria algumas fotos?). Também achei interessante a ideia de uma exposição móvel.
Eu devo exibir uma parte de minha coleção no mês de julho, em um shopping daqui de Natal. É engraçado porque ao mesmo tempo que a gente sente ciúme das peças, vem o sentimento de orgulho por ter conseguido fazer um apanhado de itens que nos são caros e mostrá-los a outras pessoas que talvez desconheçam a existência deles.
Oi Milena
Tenho algumas fotos, mas não são nada profissionais.
Vou ver se consigo postar pelo menos uma no meu site, te aviso…
Boa sorte na sua exposição, espero que inspire muita gente!
Bjs.